Amor Transiente…
Posted by LAVINHA* | Filed under Uncategorized
Eu sei, contigo não há tristezas. Sim elas surgem, mas quando surgem ganham bilhete de ida. Não conheço o mundo e nem preciso para o afirmar, o coração dá me todas as certezas de que preciso, e não duvido, TU ÉS O HOMEM DA MINHA VIDA! Sem medo de o declarar!
Eu sinto-o, bem sei que o que carregas no peito vive só por mim, só para mim, eu sei que não haverá nada igual, nem semelhante, que a ele se compare, nem passado, nem futuro. Amor tão meu, lugar que a mim pertence. Onde sempre existirá um tanto de mim. Daí eu sei, contigo estarei hoje e sempre até ao último segundo, até ao último suspiro.
Trepa-me o corpo, acaricia-me o rosto, sopra-me palavras do coração ao ouvido, toca-me a alma, embala-me na tua canção, como sempre fazes, fá-lo uma vez mais, fá-lo para sempre!
“(…)Lábios descobertos os teus nos meus, rasgos de vento, brisas suaves que tocam o peito, arrasta as pernas, e mais um passo a par dos teus. (…)”
SENTE
Já havia algum tempo em que não sentia o calor deste amor. Que viagem longa… Afinal quanto tempo passou ao certo? Julgo que terá sido uma eternidade, e que mordaz e dolorosa eternidade. Levou um tanto de mim, substância temporal que passa e nada do muito deixa. Apenas esse amor e a saudade, a saudade de sempre, que não mata, mas demole. Mas hoje o que mais dói são os dias que perdi e não vivi contigo. (…)
Promessas que silenciosamente revivem, fazem retrospectiva das mudanças que se estendem sobre a realidade de hoje. Resplandece um novo dia em nós, e ages agora criando uma nova espécie de maneiras, jeitos, formas de estar, ser pensar. Acredito que está no crer, o real jeito de regressar aos perfeitos tempos que não são meras memórias vivas em nós, mas fortes esperanças desses dias de novo reinarem aqui, neste mesmo lugar, nunca abandonado, e sob este mesmo luar de sempre. Tudo permanece tão igual aqui, agora que estás presente eu sinto-o.
No momento exacto, chamei por ti… Por entre as frias paredes desta nossa casa vazia, senti o eco da minha voz. Gritei, supliquei, chorei, implorei,.. Do nada surge a tua voz, escutei, segui, avistei-te finalmente e abracei-te … com força… uma força capaz de mover o mundo!
Lábios descobertos os teus nos meus, rasgos de vento, brisas suaves que tocam o peito, arrasta as pernas, e mais um passo a par dos teus. Corre o tempo veloz, que contigo se aparenta suspenso, fica todo o sentimento em nós, cria-se a ambiência de dias já vividos, revividos, sentidos, sentimentos à flor da pele, delírio, alucinação, talvez mera paixão, ou o desejo imenso dos corpos amarem, sentirem, se unirem.
O meu olhar segue -te, seguir-te-à sempre, em qualquer lugar [s.america] . Admira-te. Contempla-te.
TU… Fazendo-me questionar a toda a hora sobre a possibilidade de todo o imenso perfeccionismo que se estende meramente a um corpo, uma pessoa, um ser, poder ser realmente e completamente verídico.
Apaixonada um tanto mais, ainda me apaixono todos os dias, por todo e cada suspiro, olhar, palavra, forma, toque, imagem, riso, grito, gemer, …
My love… és real? Ou fantasia minha?
De novo a tua voz me consome e me envolve na melodia de uma alma destapada pela substancia temporal, que busca o infinito de dois corpos destinados. Porque, sim, acredito que o destino traçou a junção destas duas almas, destes dois corpos, e embora isso, e de qualquer maneira, e mesmo que o destino assim tenha traçado este caminho, cabe a nós escolher vive-lo. Ficarei em ti, completar-te-ei. Tenho uma vida por inteiro para te entregar. Um amor, uma vida!
No teu suspiro eu voo, crio asas no teu corpo, de mão dada com a tua alma desperto estrelas, alcanço o infinito mais longínquo, real e simultaneamente utópico.
E nesses abraços do tempo suspenso que me embala, e me faz viver, sinto as memórias abandonarem a gaveta do passado, e adquirindo forma na realidade presente. E quebra-se o tempo, e vive-se de novo meu amor.
[um ano] why, my love?